quarta-feira, 12 de junho de 2013

A FAMILIA NO MUNDO DE HOJE

                                    

       
      Ao iniciarmos esta reflexão, devemos primeiro olhar como estamos vivendo. Como esta o mundo ao nosso redor. Quais  são os valores impostos pela sociedade?
        Então vemos uma sociedade capitalista, regida pelo dinheiro. O outro sempre é um concorrente, o qual eu preciso derrotar, de qualquer  maneira    para     eu  poder alcançar o sucesso. As amizades que nascem no ambiente de trabalho nem sempre são sinceras, pois existe a competição.
        Vivemos um tempo de corrupção e traição, num mundo egoísta e individualista. Poucos têm muito, alguns têm alguma coisa, e muitos não têm nada. Um mundo onde as pessoas são valorizadas pelo dinheiro que têm, pela posição que ocupam, mas ninguém nem quer saber a origem da fortuna, se vem de meios honestos ou não. E voltamos as costas para aqueles que estão a margem da sociedade, que vivem sem dignidade, sem perspectiva de vida. E nós simplesmente  desvalorizamos essas pessoas, desvalorizamos o ser humano, desvalorizamos a vida.
         A ditadura da beleza, que impõe padrões, quando mulheres e homens se submetem as cirurgias, muitas vezes com risco de vida, para ficarem dentro dos padrões e sentirem-se bonitos e aceitos pela sociedade. Jovens ainda que nem estão com o corpo completamente definido, implantam silicone.       
         Ser bom, honesto, direito, não conta, é preciso levar  vantagem em tudo.
         Mas ninguém esta feliz, há muita ansiedade, depressão...
         Como conseqüência o mundo esta violento, onde principalmente os jovens estão vivendo  sem limites, e caindo nos vícios, tanto da bebida como da luxuria,  isso quando não vão para  as   drogas mais pesadas.
.           É esse o mundo que Deus quer para nós?
            O que fazer?
        Precisamos buscar caminhos, tomar consciência de que há valores e verdades que devem sempre prevalecer.
        São Paulo nos diz que: “devemos viver no mundo sem ser do mundo”.    Somos  filhos de Deus, não filhos do mundo,  o nosso caminho é para Deus.  Jesus nos deixou esse caminho, nos ensinou o amor.
       A vivencia do amor inicia na família, que é constituída de pai, mãe e filhos.Jesus nasceu em uma família, cresceu em estatura, graça e sabedoria junto de seus pais, e com eles permaneceu até a idade adulta.
        A família é sagrada, vem de Deus. Se não fosse necessária, Jesus não precisaria ter nascido em uma família.
        A família é sagrada, pois é o lugar privilegiado do amor, ali surge à vida e a vida é um dom de Deus.É na família que a criança vai crescer e deve, portanto, receber os primeiros ensinamentos cristãos, aprender os valores éticos e morais que vão permanecer por toda a sua vida, para tornar-se um adulto equilibrado, consciente e comprometido com a Verdade. A criança que nasce em uma família bem constituída faz a experiência do amor, da convivência fraterna e da solidariedade e aprende a viver o respeito e compromisso.
       A família é o menor grupo natural, a menor comunidade e tem a responsabilidade para com à sociedade, de criar pessoas de bem, educadas para a vida e para a vivencia do amor fraterno Para isso precisa ser fiel aos ensinamentos de Cristo, pois os pais têm o dever de prover as necessidades físicas e espirituais de seus filhos.
       É fundamental que as famílias tenham momentos de oração, pois assim os laços  familiares ficam mais fortes.
       A melhor maneira de ensinarmos nossas crianças é com exemplos, pois não podemos querer façam algo que nunca nos virar fazer. Somos para nossos filhos um referencial  muito forte, por isso precisamos praticar o que queremos ensinar.
      O mundo mudou, não existe mais a família tradicional com as responsabilidades do casal bem definidas, o homem para trazer o sustento e mulher para cuidar dos afazeres domésticos e ambos da educação dos filhos.  E essa mudança tem sido muito rápida, e radical, e está  abalando as estruturas familiares 
       A mãe  precisa trabalhar fora para poder sustentar  a  casa,    para  dar  mais conforto e satisfazer os caprichos dos filhos.   No corre-corre do dia a dia, não há mais tempo para dedicar  as crianças.
       Hoje, substitui-se a falta de tempo para com as crianças com presentes.  A  mãe não cuida das crianças, não conhece seus filhos, não conversa, não sabe de seus anseios, medos, alegrias, realizações. A mãe não tem intimidade com seu filho, não sabe o que se passa em seu coração.
       A televisão rouba a atenção de todos impondo normas morais adversas aos bons costumes, novas modas de vestir, que outrora seria imoral sair dessa forma na rua, e nossas jovens e até mães querem vestir. O que a TV apresenta ninguém discute, todos aceitam. É considerada uma verdade, que se repete e se vive.
       Não se costuma mais pensar. Não se faz avaliação de nada, tudo nos é imposto de maneira sutil pela TV, e isso influi negativamente na vida familiar.
       E a família  sem  perceber esta delegando a outros o privilégio de  ensinar os seus filhos.  Já desde tenra idade as crianças estão na creche,sendo ensinados por estranhos.   Embora sejam pessoas bem capacitadas, profissionais, mas ainda assim são estranhos.
        Depois os pais passam a responsabilidade para a escola.
        E  a responsabilidade da escola é dar conhecimento e cultura as crianças é auxiliar na educação, pois estas, já devem chegar à escola com boas maneiras, com disciplina e com valores e limites já estabelecidos. Embora ainda com  pouca idade,essas crianças já devem estar sendo educadas pela família.
        A família não cumpre mais o seu dever!
                                                        Maria Ronety Canibal

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