quarta-feira, 23 de abril de 2014

Histórias de dois papas santos

João XXIII e João Paulo II serão canonizados no dia 27 de abril na Praça de São Pedro
Por Redacao

MADRI, 23 de Abril de 2014 (Zenit.org) - Muitas são as histórias relatadas sobre a vida de João XXIII que demostram o seu singelo e espontâneo senso de humor. Contam que, na sua primeira noite como pontífice, ele pediu ao cardeal Nasalli que ficasse para jantar com ele. Mas o purpurado lhe respondeu que era costume que os papas comessem sozinhos. O recém-eleito respondeu: "Mas nem sequer como papa vão me deixar fazer o que me der na telha?". O cardeal, aceitando então o convite, perguntou: "Santidade, posso trazer champanhe?". João XXIII respondeu: "Pode sim, por favor, mas não me chame de Santidade, porque cada vez que você faz isso parece que está brincando comigo!".
Conta-se também que o seu primeiro gesto, horas depois de ser eleito como Sucessor de Pedro, foi aumentar o salário dos carregadores da cadeira papal, que era usada até aquela época: "Eu peso quase cem quilos a mais que Pio XII", brincou João XXIII. Ele mesmo aboliria, pouco depois, esse antigo uso da cadeira papal.
O Papa Bom tinha sido sargento sanitário durante a Primeira Guerra Mundial e, com bom humor, recordava esse fato aos mais pomposos. Um dia, um capitão da Gendarmaria Vaticana se ajoelhou aos seus pés e João XXIII lhe disse: "Mas levante-se, homem! Você é um capitão e eu sou só um sargento!".
No começo do seu pontificado, João XXIII teve que posar para os fotógrafos para tirar as fotos oficiais como novo pontífice.. Em certa ocasião, imediatamente depois de posar diante das câmaras, ele recebeu em audiência o famoso monsenhor Fulton Sheen, que era um bispo muito conhecido nos Estados Unidos porque pregava na televisão. Ao saudá-lo, o pontífice lhe disse com toda a simplicidade: "Veja só. Deus nosso Senhor já sabia muito bem, há setenta e sete anos, que eu iria ser eleito papa. Será que Ele não podia ter me feito mais fotogênico?".
De João Paulo II também há uma grande quantidade de relatos que refletem uma personalidade singelamente humana. No dia do início do conclave que resultaria na sua eleição, o carro que levava o futuro papa João Paulo II sofreu uma pane. O cardeal Wojtyla então pediu carona e um caminhoneiro o levou diretamente à Praça de São Pedro. Ele chegou tão apertado de tempo que quase não pôde participar do conclave. De fato, Wojtyla foi o último purpurado a entrar na Capela Sistina.
Certo dia, recém-chegado do hospital Gemelli, onde tinha sido operado por causa de uma ruptura de fêmur, o pontífice polonês recebeu um bispo, que se entreteve elogiando o bom aspecto físico que o papa apresentava. "Sabe o que lhe digo, Santidade? O hospital lhe fez muito bem. Está inclusive melhor do que antes de entrar no Gemelli". O papa o olhou fixamente, com ar de quem ia fazer uma piada, e respondeu: "Pois então, meu caro, por que você não se interna lá também?".

terça-feira, 22 de abril de 2014

O exemplo da Suécia, um país totalmente contaminado pela ideologia de gênero



Convém olhar para o exemplo sueco antes de se votar a reintrodução da ideologia de gênero no PNE. É a própria família brasileira que está em perigo.
Por Redacao

BRASíLIA, 22 de Abril de 2014 (Zenit.org) -
O Projeto de Lei 8035/2010, que aprova o Plano Nacional de Educação (PNE) para o decênio 2011-2020, trazia termos próprios da ideologia de gênero: “igualdade de gênero e de orientação sexual”, “preconceito e discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero”. O Senado Federal, porém, em dezembro de 2013, aprovou um substitutivo (PLC 103/2012) que eliminou toda essa linguagem ideológica. De volta à Câmara, o projeto agora enfrenta a fúria dos deputados do PT e seus aliados, que pretendem reintroduzir o “gênero” no PNE, a fim de dar uma base legal à ideologia que o governo já vem ensinando nas escolas. O relator Angelo Vanhoni (PT/PR) emitiu em 09/04/2014 um parecer pela rejeição do inciso III do artigo 2º do Substitutivo do Senado Federal (sem “gênero”) e pelo retorno, em seu lugar, do inciso III do artigo 2º do texto da Câmara dos Deputados (com “gênero”).
Nem todos compreendem a importância e a extensão do problema. A vitória da ideologia de gênero significaria a permissão de toda perversão sexual (incluindo o incesto e a pedofilia), a incriminação de qualquer oposição ao homossexualismo (crime de “homofobia”), a perda do controle dos pais sobre a educação dos filhos, a extinção da família e a transformação da sociedade em uma massa informe, apta a ser dominada por regimes totalitários.
Alguns Bispos já alertaram a população para o perigo: Dom Orani Tempesta, Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)[1], Dom Antonio Carlos Rossi Keller, Bispo de Frederico Westphalen (RS), Dom Antônio Fernando Saburido, Arcebispo de Olinda e Recife (PE), Dom Paulo Mendes Peixoto, Arcebispo de Uberaba (MG), Dom José Benedito Simão, Bispo de Assis (SP) e Dom Fernando Rifan, Bispo da Administração Apostólica São João Maria Vianey.
Se quisermos, porém, ver o que é um país dominado pela ideologia de gênero, basta olharmos para a Suécia.
Pais isolados das crianças
Os dados a seguir foram extraídos de uma entrevista feita em 2011 pelo portal LifeSiteNews a Jonas Himmelstrand[2], um experiente educador sueco, autor do livro “Seguindo seu coração: na utopia social da Suécia[3], publicado em 2007 e ainda pendente de tradução.
Na Suécia, as crianças de um ano de idade são enviadas para as creches subsidiadas pelo Estado, onde permanecem desde a manhã até o entardecer. Enquanto isso, os pais ficam trabalhando fora do lar (a fim de arcarem com os elevados impostos cobrados), inclusive a mãe, pois a ideologia de gênero impede a mulher de ficar “trancada em casa e no fogão”, conforme uma expressão sueca. Num país de aproximadamente 100.000 nascimentos anuais, as estatísticas mostram que das crianças suecas entre 18 meses e 5 anos de idade, 92% estão nas creches.
Você não é forçado a fazer isso… propaganda é uma palavra forte”, diz Himmelstrand, “mas as informações sobre os benefícios das creches” vindas dos meios de comunicação e outras fontes “fazem os pais que mantêm seus filhos em casa até os 3 ou 4 anos de idade se sentirem socialmente marginalizados”.
Segundo Himmelstrand, “o problema central do modelo sueco é que ele está financeiramente e culturalmente obrigando os pais e as mães a deixar nas creches seus filhos a partir da idade de um ano, quer eles achem que isso é certo ou não”.
Crianças massificadas nas escolas
O currículo nacional da Suécia procura combater os “estereótipos” de gênero, ou seja, os “papéis” atribuídos pela sociedade a cada sexo. A escola “Egalia”[4], do distrito de Sodermalm, em Estocolmo, evita o uso dos pronomes “ele” (han) ou “ela” (hon) quando se dirige aos mais de trinta meninos e meninas que lá estudam, com idade de um a seis anos. Em vez disso, usa-se a palavra sexualmente neutra “hen”, um termo inventado que não existe em sueco, mas que é amplamente usado por feministas e homossexuais. A escola contratou um “pedagogo de gênero” para ajudar os professores a removerem todas as referências masculinas ou femininas na linguagem e no comportamento. Os blocos Lego e outros brinquedos de montar são mantidos próximos aos brinquedos de cozinha, a fim de evitar que seja dada qualquer preferência a um “papel” sexual. Os tradicionais livros infantis são substituídos por outros que tratam de duplas homossexuais, mães solteiras, crianças adotadas e ensinam “novas maneiras de brincar”. Jenny Johnsson, uma professora da escola, afirma: “a sociedade espera que as meninas sejam femininas, delicadas e bonitas e que os meninos sejam masculinos, duros e expansivos. Egalia lhes dá uma oportunidade fantástica para que eles sejam qualquer coisa que queiram ser”.
“Educação sexual”
Nas creches e escolas, totalmente fora do controle dos pais, as crianças são submetidas a uma “educação sexual”.. Johan Lundell, secretário geral do grupo sueco pró-vida “Ja till Livet” (Sim à vida) explica que se ensina às crianças que tudo que lhes traz prazer é válido[5]. Os professores são orientados a perguntar aos alunos: “o que te excita?”.. Segundo Lundell, o homossexualismo foi tão amplamente aceito pelos suecos, que “nos livros de educação sexual, eles não falam em alguém ser heterossexual ou homossexual. Tais coisas não existem, pois para eles todos são bissexuais; é apenas uma questão de escolha”.
Lundell cita uma cartilha publicada por associações homossexuais e impressa com o auxílio financeiro do Estado: “Eles escrevem de maneira positiva sobre todos os tipos de sexualidade, qualquer tipo, mesmo os mais depravados atos sexuais, e essa cartilha entra em todas as escolas”.
Perseguição estatal
Na esteira da ideologia de gênero, a Suécia aprovou uma lei de “crimes de ódio” que proíbe críticas à conduta homossexual. Em julho de 2004, o pastor pentecostal Ake Green foi condenado a um mês de prisão por ter feito um sermão qualificando o homossexualismo como “um tumor canceroso anormal e horrível no corpo da sociedade[6].
Os pais são proibidos de aplicar qualquer castigo físico aos filhos, mesmo os mais moderados. Em 30 de novembro de 2010, um tribunal de um distrito da Suécia condenou um casal a nove meses de prisão e ao pagamento de uma multa equivalente a R$ 23.800,00. O motivo foi que os pais admitiram que batiam em três de seus quatro filhos como parte normal de seus métodos de educação. Embora os documentos apresentados não relatassem nenhum tipo de abuso e o próprio tribunal admitisse que os pais “tinham um relacionamento de amor e cuidado com seus filhos”, as crianças foram afastadas da família e enviadas para um orfanato estatal[7].
Em junho de 2009, o governo sueco tomou do casal Christer e Annie Johansson o seu filho Dominic Johansson, depois que a família embarcou em um avião para se mudar para o país de origem de Annie, a Índia. O motivo alegado é que o casal, em vez de enviar seu filho para as escolas estatais, havia resolvido educá-lo em casa, uma prática conhecida como “home scholling” (escola em casa), amplamente praticada nos Estados Unidos e outros países, com excelentes resultados pedagógicos. As autoridades suecas, porém, decidiram remover permanentemente Dominic de seus pais, alegando que o ensino domiciliar não é um meio apropriado para educar uma criança[8].
Aborto
Entre 2000 e 2010, quando o resto da Europa estava dando sinais de uma redução da taxa anual de abortos, o governo sueco divulgou que a taxa tinha aumentado de 30.980 para 37.693. A proporção de abortos repetitivos cresceu de 38,1% para 40,4%. – o mais alto nível já atingido – enquanto o número de mulheres que tinha ao menos quatro abortos prévios cresceu de 521 para aproximadamente 750. A Suécia é o único país da Europa em que o aborto é permitido por simples pedido da gestante até 18 semanas de gestação. Menores de idade podem fazer aborto sem o consentimento dos pais e os médicos não têm direito à objeção de consciência[9].
Decadência social
Segundo Himmelstrand, tudo na Suécia dá sinais de decadência: adultos com problemas de saúde relacionados com “stress”, jovens com declínio na saúde psicológica e nos resultados escolares, grande número de pessoas com licença médica e a incapacidade dos pais de se conectarem com seus filhos[10].
Para Lundell, a Suécia quis criar um “socialismo de famílias” por meio de uma “engenharia social”[11]. Os frutos são patentes: casamentos em baixa, divórcios em alta, a família assediada e oprimida pelo totalitarismo estatal.
Convém olhar para o exemplo sueco antes de se votar a reintrodução da ideologia de gênero no PNE. É a própria família brasileira que está em perigo.
Ligue para o Disque Câmara 0800 619 619 – Tecle “9”
Desejo enviar uma mensagem aos membros da Comissão que votará o Plano Nacional de Educação (PL 8035/2010).
Solicito a Vossa Excelência que vote pela rejeição do parecer do relator e pelo retorno ao substitutivo do Senado, que elimina do texto a ideologia de gênero. A família brasileira agradece.
Anápolis, 21 de abril de 2014
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
Fonte: www.providaanapolis.org.br]
[1] Reflexões sobre a ‘ideologia de gênero’, 25 mar. 2014, em http://arqrio.org/formacao/detalhes/386/reflexoes-sobre-a-ideologia-de-genero.
[2] http://www.lifesitenews.com/news/sweden-a-warning-against-overzealous-state-family-policies/
[3] http://www.jhmentor.com/eng_follow_heart.html
[4] http://www..lifesitenews.com/news/gender-madness-swedish-pre-school-bans-him-and-her
[5] http://www.zenit.org/en/articles/secularism-in-sweden
[6] http://www.lifesitenews.com/news/archive//ldn/2004/jul/04070505
[7] http://www.lifesitenews.com/news/swedish-parents-jailed-for-spanking-children-seized/
[8] http://www.lifesitenews.com/news/archive//ldn/2009/dec/09122304
[9] http://www.zenit.org/en/articles/secularism-in-sweden
[10] http://www.lifesitenews.com/news/sweden-a-warning-against-overzealous-state-family-policies/

[11] http://www.zenit.org/en/articles/secularism-in-sweden

Os discípulos de Emaús

Irmãos e Irmãs! Tendo celebrado a morte e ressurreição de Jesus Cristo e, conseqüentemente, sua atualização na vida da Igreja, continuamos a viver a alegria deste mistério, no Tempo pascal, tendo a Palavra de Deus como luz no caminho (Sl 119, 105) e forma de presença de um Deus vivo que dialoga conosco e nos estimula para o anúncio do Ressuscitado. Neste sentido, afirma o Papa Francisco: “é indispensável que a Palavra de Deus se torne cada vez mais o coração de toda a atividade eclesial...” (EG 174). A liturgia é o lugar privilegiado desse encontro com a Palavra de Deus. Diz Bento XVI no documento Verbum Domini: “A Liturgia constitui, efetivamente, o âmbito privilegiado onde Deus nos
 fala no momento presente da nossa vida: fala hoje ao seu povo, que escuta e responde... O próprio Cristo ‘está presente na sua palavra, pois é Ele que fala ao ser lida na Igreja a Sagrada Escritura’... A Palavra de Deus permanece viva e eficaz... É acompanhada pela ação íntima do Espírito Santo que a torna operante no coração dos fiéis”. Na liturgia a Palavra de Deus é celebrada como palavra atual e viva. Ela tem caráter performativo (dabar): “Palavra que realiza aquilo que diz” (VD 52-53).
Durante as primeiras semanas de Páscoa a liturgia da Palavra nos apresenta, nas celebrações eucarísticas, os evangelhos que narram o fato da ressurreição e as diversas aparições do Ressuscitado. Uma das passagens pascais mais catequéticas é a dos Discípulos de Emaús (Lc 1-35), texto bíblico inspirador, na nossa diocese, para o tema da Iniciação à Vida Cristã, como processo de inspiração catecumenal, em 2014, que objetiva conduzir os candidatos ao encontro da pessoa de Jesus Cristo e a inserção na comunidade cristã. No Evangelho citado aparecem diversos “lugares de encontro” com Jesus (Cf. DAp 246ss.). Primeiramente, os discípulos voltam de Jerusalém, desiludidos com a paixão e a morte do Senhor, conversando sobre as coisas que aí tinham acontecido: “Nós esperávamos que fosse ele quem libertaria Israel... Então ele lhes disse: ‘como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! Não era necessário que o Cristo sofresse tudo isso para entrar na sua glória?’” (Lc 24, 21.25-26). Jesus se faz presente nos fatos da vida. Ele caminha junto com os discípulos e os faz refletir. Outro “lugar de encontro” com o Senhor acontece na Sagrada Escritura: “Começando por Moisés e passando por todos os Profetas, explicou-lhes, em todas as Escrituras, as passagens que se referiam a ele”. Depois os discípulos dizem um ao outro: “Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?” (Lc 24, 27 e 32). Um terceiro “lugar de encontro” realiza-se no partir do pão: “Depois que se sentou à mesa com eles, tomou o pão, pronunciou a bênção, partiu-o e deu a eles. Neste momento, seus olhos se abriram, e eles o reconheceram” (Lc 24, 30-31). E, finalmente, Ele se faz presente na comunidade e na missão: “Naquela mesma hora, levantaram-se e voltaram para Jerusalém, onde encontraram reunidos os Onze e os outros discípulos... Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como o tinham reconhecido ao partir do pão. Ainda estavam falando, quando o próprio Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: ‘A paz esteja convosco!’” (Lc 24, 33. 35-36).
Este evangelho é realmente maravilhoso para a Iniciação à Vida Cristã, pois nele os catequizandos podem perceber diversas formas, maneiras, lugares, realidades em que o Senhor Ressuscitado continua conosco e pode ser encontrado: nos fatos da vida, na Sagrada Escritura, na eucaristia, na comunidade e na missão. Ele nos acompanha e se deixa encontrar; quer entrar em comunhão conosco para transmitir-nos sua vida divina.

Dom Aloísio A. Dilli –
 Bispo de Uruguaiana
a

domingo, 20 de abril de 2014

Sacerdócio não é profissão, diz Papa a seminaristas






papa seminaristas
Os seminaristas não estão se preparando para uma profissão, para se tornarem funcionários de uma empresa ou de um organismo burocrático. Essas foram palavras do Papa Francisco à comunidade do Pontifício Colégio Leonino de Anagni, recebida nesta segunda-feira, 14, no Vaticano.
Os seminaristas foram a pé para a audiência com o Pontífice, percorrendo 72 km. “Vocês são corajosos!”, disse-lhes o Papa. “Esta peregrinação é um símbolo muito belo de seu caminho de formação, a ser percorrido com entusiasmo e perseverança no amor de Cristo e na comunhão fraterna”.
O Pontífice recordou a missão de todo seminário, que é propor aos candidatos ao sacerdócio uma experiência capaz de transformar seus projetos vocacionais em fecunda realidade apostólica.
“Vocês, queridos seminaristas, não estão se preparando para uma profissão, para se tornarem funcionários de uma empresa ou de um organismo burocrático. E existem muitos assim, e isso não faz bem à Igreja. Estejam atentos a não cair nisso! Vocês estão se tornando pastores à imagem de Jesus Bom Pastor”.
Tornar-se “bons pastores” à imagem de Jesus é algo muito grande, e nós somos muito pequenos, disse o Papa. “Sim, é verdade, é muito grande, mas não é obra nossa! É obra do Espírito Santo com a nossa colaboração. Trata-se de oferecer, humildemente, a si mesmo como barro a plasmar, para que o artesão, que é Deus, trabalhe com água e fogo, com a Palavra e o Espírito”.
O Papa explicou que quem não estiver disposto a seguir este caminho precisa ter a coragem de buscar outras vias, uma vez que há vários modos de dar testemunho cristão. “Muitos caminhos nos levam, inclusive, à santidade. No seguimento ministerial de Jesus Cristo, não há lugar para a mediocridade, a qual nos conduz sempre a usar o santo povo de Deus em benefício próprio”.
Ele destacou ainda que o seminário não é refúgio para limitações, carências psicológicas e nem falta de coragem. “Se fosse isso, o seminário seria uma hipoteca para a Igreja”.
O Pontifício Colégio Leonino de Anagni foi criado pelo Papa Leão XIII em 1897. Atualmente, recebe os seminaristas da região sul do Lácio e das dioceses suburbicárias, sob a direção do clero diocesano.
VIA INTERNET

MENSAGEM DE PÁSCOA DO PAPA FRANCISCO




Mensagem de Páscoa e Bênção Urbi et Orbi
Papa Francisco no Balcão Central da Basílica de São Pedro
Domingo, 20 de abril de 2014
Boletim da Santa Sé
«Christus surrexit, venite et videte».
Amados irmãos e irmãs, boa Páscoa!
Ressoa na Igreja espalhada por todo o mundo o anúncio do anjo às mulheres: «Não tenhais medo. Sei que buscais Jesus, o crucificado; não está aqui, pois ressuscitou (…). Vinde, vede o lugar onde jazia» (Mt 28,5-6).
Este é o ponto culminante do Evangelho, é a Boa Nova por excelência: Jesus, o crucificado, ressuscitou!Este acontecimento está na base da nossa fé e da nossa esperança: se Cristo não tivesse ressuscitado, o cristianismo perderia o seu valor; toda a missão da Igreja via esgotar-se o seu ímpeto, porque dali partiu e sempre parte de novo. A mensagem que os cristãos levam ao mundo é esta: Jesus, o Amor encarnado, morreu na cruz pelos nossos pecados, mas Deus Pai ressuscitou-O e fê-Lo Senhor da vida e da morte. Em Jesus, o Amor triunfou sobre o ódio, a misericórdia sobre o pecado, o bem sobre o mal, a verdade sobre a mentira, a vida sobre a morte.
Por isso, nós dizemos a todos: «Vinde e vede». Em cada situação humana, marcada pela fragilidade, o pecado e a morte, a Boa Nova não é apenas uma palavra, mas é um testemunho de amor gratuito e fiel:é sair de si mesmo para ir ao encontro do outro, é permanecer junto de quem a vida feriu, é partilhar com quem não tem o necessário, é ficar ao lado de quem está doente,é idoso ou excluído… «Vinde e vede»: o Amor é mais forte, o Amor dá vida, o Amor faz florescera esperança no deserto.
Com esta jubilosa certeza no coração, hoje voltamo-nos para Vós, Senhor ressuscitado!
Ajudai-nos a procurar-Vos para que todos possamos encontrar-Vos, saber que temos um Pai e não nos sentimos órfãos; que podemos amar-Vos e adorar-Vos.
Ajudai-nos a vencer a chaga da fome, agravada pelos conflitos e por um desperdício imenso de que muitas vezes somos cúmplices.
Tornai-nos capazes de proteger os indefesos??, sobretudo as crianças, as mulheres e os idosos, por vezes objeto de exploração e de abandono.
Fazei que possamos cuidar dos irmãos atingidos pela epidemia de ébola na Guiné Conacri, Serra Leoa e Libéria, e daqueles que são afetados por tantas outras doenças, que se difundem também pela negligência e a pobreza extrema.
Consolai quantos hoje não podem celebrar a Páscoa com os seus entes queridos porque foram arrancados injustamente dos seus carinhos, como as numerosas pessoas, sacerdotes e leigos, que foram sequestradas em diferentes partes do mundo.
Confortai aqueles que deixaram as suas terras e migrando para lugares onde possam esperar um futuro melhor, viver a própria vida com dignidade e, não raro, professar livremente a sua fé.
Pedimo-Vos, Jesus glorioso, que façais cessar toda a guerra, toda a hostilidade grande ou pequena, antiga ou recente!
Suplicamo-Vos, em particular, pela Síria, para que quantos sofrem as consequências do conflito possam receber a ajuda humanitária necessária e as partes em causa cessem de usar a força para semear morte, sobretudo contra a população inerme, mas tenham a audácia de negociar a paz, há tanto tempo esperada.
Pedimo-Vos que conforteis as vítimas das violências fratricidas no Iraque e sustenteis as esperanças suscitadas pela retomada das negociações entre israelitas e palestinianos.
Imploramo-Vos que se ponha fim aos combates na República Centro-Africana e que cessem os hediondos ataques terroristas em algumas zonas da Nigéria e as violências no Sudão do Sul.
Pedimos-Vos que os ânimos se inclinem para a reconciliação e a concórdia fraterna na Venezuela.
Pela vossa Ressurreição, que este ano celebramos juntamente com as Igrejas que seguem o calendário juliano, vos pedimos que ilumine e inspire as iniciativas de pacificação na Ucrânia, para que todas as partes interessadas, apoiadas pela Comunidade internacional, possam empreender todo esforço para impedir a violência e construir, num espírito de unidade e diálogo, o futuro do País.
Pedimo-Vos, Senhor, por todos os povos da terra:Vós que vencestes a morte, dai-nos a vossa vida, dai-nos a vossa paz!

sábado, 19 de abril de 2014

Páscoa do Senhor - Alegremo-nos! O Senhor ressuscitou!






Por: Dom Fernando Mason
Bispo Diocesano de Piracicaba


Às celebrações litúrgicas comuns a toda a Igreja, a devoção popular acrescentou outras, tipicamente nossas, como encenações, procissões, vias-sacras, também oportunas e lindas. Dificilmente uma pessoa pode ficar insensível diante do mistério da entrega de Jesus por nós.

Uma pintura medieval representa bem o espírito com que nós, seguidores de Jesus, nos dispomos a celebrar esses dias santos. Trata-se de um crucifixo, a cujos pés está São Francisco beijando, com muita reverência e devoção, cheio de gratidão, os pés do Crucificado. Quem pintou assim captou bem um ponto fundamental nas celebrações da Semana Santa: a gratidão a nosso Salvador por sua santa ceia, paixão, morte e ressurreição.

Ao participar dessas celebrações, deixamo-nos tomar por um grande e comovido sentimento de gratidão ao Senhor. Todos experimentamos o quanto é difícil dar de nossa vida aos outros. Jesus, porém, livremente e por amor, deu sua vida por nós, num gesto de doação profunda, "até a morte e morte de cruz".

Por essas celebrações, a Igreja revive os acontecimentos que marcaram a vida de Jesus Cristo e que se tornaram determinantes para nós, seguidores dele. Determinantes em que sentido? A grande busca fundamental do coração humano é a busca de Deus. Essa busca é um processo, por isso freqüentemente ela é chamada de caminho, itinerário, história.

No entanto o caminho para Deus. não obstante a valentia da busca humana, estava emperrado, impedido. Não por parte de Deus. mas sim da condição humana, feita incapaz de percorrê-lo adequadamente. Sim, a busca de Deus característica das religiões naturais fundamentada na nossa capacidade é por demais frágil, insuficiente, ambígua e, por vezes, até equivocada.

Aconteceu, porém, que na busca e na consciência de pessoas bem experimentadas na abertura para Deus ecoou algo novo, algo que vinha do próprio Deus. E isso se tornou história, história de pessoas e de um povo, o povo da Antiga Aliança.

Nesse processo de escuta e de percurso do caminho engajou-se o próprio Deus feito homem. Aqui está a significação toda especial de Jesus Cristo, a quem por isso chamamos de "nosso Senhor".

Do processo e da busca de nosso Senhor surgiu um povo novo: a Igreja, povo da nova e eterna aliança, que agora celebra a Semana Santa.

O Jesus da entrada em Jerusalém, o do Lava-pés e da Santa Ceia, o da paixão e da cruz, o da morte e sepultura, o da ressurreição, é o senhor de nossa vida percorrendo o seu caminho de busca e realização do encontro com o Pai, abrindo o caminho para todo ser humano que queira realizar sua busca de Deus sem equívocos e ambigüidades, de forma realizadora. É Ele o nosso Senhor e Salvador!

A quaresma, com sua proposta de penitência e conversão, foi um bom caminho de preparação para a Páscoa, pois não há encontro com Jesus Cristo sem um aprofundamento do nosso viver cristão e sem uma abertura decidida aos outros, sobretudo os mais frágeis. Agora estamos celebrando a festa maior da nossa fé: a Páscoa do Senhor.

Celebrar a Páscoa - memória da paixão, morte e ressurreição de Cristo - é testemunhar nossa fé na vida, na vitória do bem. Por isso a Igreja entoa cantos alegres, celebrando a vitória do Salvador. E nos convida a testemunharmos nossa fé por meio da prática do amor, da fraternidade, da solidariedade. Convida-nos a dar um sentido novo a nossa vida, que seja marcada pelo otimismo, pela alegria, pelo compromisso de amor a Deus e aos irmãos.

Alegremo-nos! O Senhor ressuscitou! Com esses sentimentos, quero expressar a todos meus cordiais votos de uma Feliz e Santa Páscoa, repleta das bênçãos do Cristo Ressuscitado.

Páscoa da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo


Antes de tudo, convém lembrar que a Páscoa cristã tem a sua origem no judaísmo: ainda é uma festa celebrada solenemente pelos judeus, comemorando a passagem deste povo pelo Mar Vermelho, deixando atrás de si séculos de escravidão. A dramática noite de saída das terras do Egito em direção à Terra Prometida é celebrada até hoje pelo povo da Antiga Aliança.
Nosso Senhor Jesus Cristo celebrou muitas vezes esta Festa judaica. Sua última e derradeira Páscoa, Ele a quis celebrar com seus Apóstolos, no Cenáculo.  Foi exatamente nesta celebração, que deixou-nos instituída a Sagrada Eucaristia, alimento especial, Maná da vida eterna.
Portanto, a Páscoa cristã enraíza-se naquela que os judeus celebravam, no sentido de ter nela uma “imagem” de sua realidade: nós cristãos, na Páscoa, celebramos a “passagem” de Jesus Cristo, Nosso Senhor, da morte para a vida, ou seja, a vitória definitiva da Graça de Deus sobre o pecado. As trevas do pecado são destruídas pela luminosa Luz que é o Cristo Ressuscitado. “Com sua morte, Ele destruiu a morte e com Sua Ressurreição, deu-nos a vida”.
Assim, a celebração pascal e o decorrente tempo pascal são vividos com profunda alegria. A mensagem que a Igreja proclama nestes dias é a mensagem da alegria, da esperança: O Senhor venceu o pecado e a morte. Exultemos de alegria!
Pelo Batismo, cada um de nós começa a ter participação neste processo salvífico de passagem da morte para a vida definitiva. Nas águas batismais, encontramos a fonte da regeneração para a vida eterna. Aí, recebemos um novo destino: a felicidade eterna com Deus, no céu.  Esta graça deve-se à entrega generosa de Cristo na cruz e à sua vitória sobre o pecado e a morte..
Cristo ressuscitou!
Esta é a grande notícia que a Igreja proclama na Páscoa: Cristo está vivo. Como nos diz São Paulo, na Carta aos Coríntios: “Ele apareceu para mais de quinhentos irmãos, dos quais muitos ainda estão vivos”. É o testemunho de São Paulo, que hoje se faz atual, e que produz esta alegria tão grande entre nós. Este testemunho ainda tão vivo, no passado, levou muitos de nossos primeiros irmãos na fé a anunciarem o Evangelho de Cristo em um mundo pagão. Hoje, no meio de uma sociedade paganizada, somos nós os que somos chamados a anunciar com nossa vida, com nosso amor a Cristo, com nossa participação na Igreja de Cristo esta alegre notícia pascal.
Vivemos tempos difíceis para o mundo. Vivemos tempos de purificação para a Igreja. Esta, é como uma árvore que está sendo sacudida pelo vento do Espírito Santo de Deus. Muitas folhas secas, já mortas, e muitos frutos apodrecidos e decompostos, estão caindo pelo chão, liberando a Igreja de pesos inúteis. Enquanto muita gente sem fé vê crise na Igreja, nós que temos fé, e acreditamos na Palavra de Cristo, vemos este período como um tempo de renovação e de purificação.
Nosso Senhor garantiu isto à sua Igreja: “Eis que estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo”.
Cristo venceu a morte. Ele está vivo, e não abandona a Sua Igreja. Durante todo o tempo de sua existência, a Igreja passou por crises imensas. E Cristo sempre foi seu apoio e sustento. Não irá abandoná-la agora.
Rezemos pela Igreja.
Rezemos, de maneira especial, pelo Santo Padre, o Papa Bento XVI, para que o Senhor o conserve e o guarde, e o fortaleça na sua missão de confirmar a fé dos irmãos e irmãs.
Uma Santa e Feliz Páscoa para todos.

DOM ANTONIO CARLOS ROSSI KELLER