quinta-feira, 24 de abril de 2014

II Congresso Latino Americano do Método de Ovulação Billings



Dos dias 1 a 4 de maio no Auditório Paulinas na Cidade de São Paulo. O evento é promovido pela Organização Mundial do Método de Ovulação Billings, entidade fundada pelos Drs. John e Evelyn Billings
Por Thácio Siqueira

BRASíLIA, 23 de Abril de 2014 (Zenit.org) -
Fundada pela Ir. Martha Bhering, a CENPLAFAM – WOOMB BRASIL é a responsável no país pelo ensino do autêntico Método de Ovulação Billings™, sendo afiliada a WOOMB INTERNACIONAL (Organização Mundial do Método de Ovulação Billings™), entidade fundada pelos Drs. John e Evelyn Billings.
Há mais de 3 (três) décadas atua, com centros regionais e núcleos espalhados em todo o território nacional, promovendo a vida humana e a família, através do ensino do autêntico Método de Ovulação Billings™.
Em parceria com a WOOMB – LATINO AMERICANA, está organizando para os próximos dias 01 a 04 de maio de 2014, o II CONGRESSO DA WOOMB LATINO AMERICANA, no Auditório Paulinas, na Rua Dona Ignácia Uchoa nº 62 – Vila Mariana – São Paulo/SP.
Durante o evento será realizada uma Conferência destinada a profissionais de saúde, instrutores, sacerdotes, religiosos, agentes de pastoral e público em geral, além de Treinamentos para a formação de instrutores (básico e avançado). Estarão presentes Diretoras da Woomb Internacional (Austrália) e Delegados dos EUA, Chile, México e outros países da América Latina.
Informações e inscrições podem ser obtidas através do site: www.encontromob.com.br.
Acompanhe abaixo a entrevista que ZENIT realizou com Silvia Paula Monteiro da Costa Diretora Administrativa CENPLAFAM – WOOMB BRASIL
***
ZENIT: Quem foi a Ir. Martha Bhering? Brevemente, como ela fundou a CENPLAFAM - WOOMB BRASIL?
Silvia Paula: A Irmã Martha Silvia Bhering era religiosa, Filha da Caridade São Vicente de Paulo. Trabalhou inicialmente como professora e depois graduou-se em enfermagem, fazendo Residência em Obstetrícia e pós graduação em Administração Hospitalar. Em 1973, quando atuava no Hospital São Paulo (atual UNIFESP) e Amparo Maternal, tomou conhecimento do Método de Ovulação Billings™ (MOB). Este método veio ao encontro do que ela buscava para auxiliar os casais. Com esta descoberta, Ir. Martha formou um grupo de estudos sobre o Método e trabalhou com os casais ajudando-os a bem preparar-se para gerar e acolher novas vidas. Isso se transformou na MISSÃO DE SUA VIDA. Em 1979 juntou-se a Drª. Madre Maria José Torres†, da Congregação Santa Dorotéia e fundaram em 1981 a CENPLAFAM. Irmã Martha andou por todo o Brasil, e, especialmente em comunidades mais pobres, ensinou não apenas o método (ciência), mas pregou a beleza do amor conjugal, a fertilidade no amor, ensinou como acolher a nova vida, a nutrição ideal do seio materno, a segurança afetiva veiculada pelo amor dos pais. Dedicou também especial atenção aos jovens mostrando-lhes como por bons caminhos podem chegar à realização de um casamento feliz. Esteve presente em inúmeros encontros de Planejamento Natural da Família mundo a fora, representando sempre com dignidade o trabalho desenvolvido no Brasil[i]. Os Drs. John e Evelyn Billings eram seus amigos pessoais, tendo visitado nossa sede em algumas oportunidades. A CENPLAFAM, que concretizou o seu ideal, é a entidade reconhecida e comprometida em ser fiel representante da Organização do Método Billings™ em nosso país. Como ela dizia, continuamos “segurando sua bandeira”.
ZENIT: Quais são as principais críticas que o Método de Ovulação Billings recebe?
Silvia Paula: Por haver confusão com outros métodos de regulação natural da fertilidade, como a tabelinha ou o método sintotérmico, ouve-se dizer que o Método de Ovulação Billings™ apenas é eficaz para a mulher que possui um ciclo menstrual regular de 28 dias. Não é verdade. Pode ser usado por qualquer mulher e em qualquer etapa da vida reprodutiva, sendo importante ferramenta de monitoramento da saúde da mulher. Diz-se erroneamente que é um método em que o casal é submetido a grandes períodos de abstinência. Também não é verdade, já que os dias disponíveis para relações não são poucos a cada ciclo, e mais, a mulher está livre da influência hormonal dos contraceptivos, que muitas vezes interferem com a libido. Outros alegam baixa eficácia. Outra inverdade. Cremos que muitas destas críticas são por absoluto desconhecimento das bases científicas do Método de Ovulação Billings™, e das sérias pesquisas de efetividade desenvolvidas internacionalmente.  Podemos citar outras críticas, como a de que não protege contra DSTs. O Método incentiva a fidelidade conjugal. Existe maior proteção do que esta?
 ZENIT: É um método eficaz para evitar a gravidez ou para ter mais filhos?
Silvia Paula: Absolutamente eficaz. Trata-se de um método validado por cientistas de renome e aprovado pela Organização Mundial de Saúde. Uma última pesquisa realizada na China (1996/1997) apurou taxa de efetividade comprovada de 0% (zero por cento) gravidezes em casais que aplicavam corretamente as regras e de 0,5% (meio por cento) em casos em que houve algum erro de ensino ou aprendizado equivocado pelos usuários.[ii] Daí a necessidade de buscar informações precisas sobre o método e assistência de um instrutor habilitado.  As taxas de sucesso de gravidezes são igualmente animadoras: Um estudo de 5 anos com casais desejosos de engravidar, mostrou uma taxa de 78% de sucesso. A taxa obtida em casais subférteis foi de 65% e de 66% em mulheres com mais de 38 anos. E em casais que já haviam previamente buscado a fecundação in vitro ou inseminação artificial sem sucesso, a taxa de gravidezes foi de 35%. Tudo isso sem drogas ou aparelhos, de um modo muito fácil de aprender, acessível a qualquer mulher e sem qualquer custo de utilização[iii].
ZENIT: Qual o principal intuito do Congresso a ser realizado dos dias 1 a 4 de maio desse ano? Formar o público geral ou formar instrutores?
Silvia Paula: A cada dois anos a Organização Mundial do Método de Ovulação Billings™ (WOOMB INTERNACIONAL) organiza uma Conferência e Treinamentos, no intuito de reunir as experiências de ensino ao redor do mundo. Há poucos anos, foi fundada a WOOMB LATINO AMERICANA, com o mesmo objetivo em nível continental.. Por iniciativa desta entidade, foi realizado em 2012, no Chile, o I Congresso. Neste ano, aceitamos o desafio de realizar o II Congresso no Brasil, com o objetivo de proporcionar uma cooperação mútua entre as afiliadas da América Latina. Igualmente, queremos sensibilizar o público em geral e os profissionais de saúde quanto à seriedade do nosso trabalho, e o embasamento científico do Método, além de proporcionar aos nossos instrutores um momento único de motivação, de troca de experiências, e, é claro de aperfeiçoamento.  Esperamos iniciar a formação de novos instrutores também.
ZENIT: Por que um sacerdote, bispo, religioso ou religiosa deveriam ter esse conhecimento?
Silvia Paula: O Magistério da Igreja nos ensina que são ilícitos e imorais os métodos contraceptivos (esterilização, pílula, DIU, implantes, camisinha, etc.), mas ensina que: “A continência periódica, os métodos de regulação dos nascimentos baseados na auto-observação e no recurso aos períodos infecundos, são conformes aos critérios objetivos da moralidade.” [iv] Seguindo estes critérios, o Método de Ovulação Billings™ é moralmente aceitável para os casais católicos. Ocorre que o clero e os religiosos devem estar aptos a ajudar o povo de Deus a viver esta dimensão da castidade matrimonial. Há um Documento do Pontifício Conselho Para a Família que nos ajuda a responder esta pergunta, chama-se Vademecum para os Confessores sobre Alguns Temas de Moral Relacionados à Vida Conjugal[v], elaborado em 1980 a pedido do Beato João Paulo II para ajudar os Sacerdotes a orientarem os casais nestes temas. Este documento diz que é necessário voltar a ter presente “pontos firmes” que permitam afrontar de modo pastoralmente adequado as novas modalidades de contracepção. E conhecer, ainda que de forma geral, o Método de Ovulação Billings™, ajuda o Sacerdote a ter “pontos firmes” e científicos para orientar os casais. O mesmo documento ainda diz que: “Diante do problema de uma honesta regulação da natalidade, a comunidade eclesial, no tempo presente, deve assumir como seu dever suscitar convicções e oferecer ajuda concreta a quantos quiserem viver a paternidade e a maternidade de modo verdadeiramente responsável” (51). Aqui vemos dois deveres: “criar convicções” e “oferecer ajuda concreta”. É evidente que sem conhecimento, um Padre não pode cumprir este dever. É certo que muito dificilmente um Sacerdote ou um Bispo se tornará um instrutor, mas sua orientação e apoio é essencial, inclusive na formação de novos núcleos de atendimento em Paróquias ou Centros Pastorais, por exemplo. A Providência Divina tem inspirado muitos Bispos e Sacerdotes a apoiarem nosso trabalho, a quem somos muito gratos, mas ainda não conseguimos estar presentes em todas as Dioceses do Brasil. No mais, embora a maioria dos nossos instrutores sejam leigos, também há muitas religiosas instrutoras e o trabalho delas é reconhecidamente importante.
ZENIT: Podemos dizer que o Método Billings é conhecido no Brasil?
Silvia Paula: Podemos dizer que muita gente acha que conhece o Método de Ovulação Billings™. Há muita confusão.. Ao lado do Método de Ovulação Billings™ existem outros métodos naturais que usam o muco cervical como parâmetro de aferição dos períodos férteis da mulher, mas com eficácia muito variável para o espaçamento da gravidez. Aqui no Brasil, e em outros países da América Latina, há uma tendência de chamar todo e qualquer método que use o muco de “Método Billings”, inclusive no meio médico. Já que a eficácia destes métodos é menor, esta confusão é muito ruim para o Método de Ovulação Billings™. Este possui terminologias, regras e metodologia de ensino próprias, assim como há uma bibliografia e material de ensino oficiais e unificados em todo o mundo. É o correto ensino e a fidelidade às regras que asseguram a eficácia da qual falamos. Como afiliada à WOOMB INTERNACIONAL, a missão da CENPLAFAM – WOOMB BRASIL é dissipar estas dúvidas e ensinar o autêntico Método de Ovulação Billings™, sendo que os nossos instrutores precisam reafiliar-se a cada três anos e assinam um termo de compromisso em salvaguardar o correto ensino. Graças a Deus temos conseguido atingir muitos casais. Algumas famílias já estão na terceira geração de usuários: Avós, filhas e netas compartilham deste conhecimento!
ZENIT: Quais os benefícios que o Método de Ovulação Billings™ traz para os casais?
Silvia Paula: Primeiramente, não possui qualquer tipo de efeito colateral, por não utilizar nenhuma química. É fácil de aprender e de utilizar. Não possui custos, nem implicações culturais ou morais. Mantém intacta a fertilidade do casal e respeita os ritmos naturais femininos. Além de ajudar a espaçar a gravidez, o método ainda ajuda a conseguir a gravidez e é ferramenta eficaz para monitorar a saúde reprodutiva. Mas há um benefício muito mais precioso: o casal ganha em cumplicidade e diálogo, melhorando a relação. Não é à toa que o Dr. Bllings sempre dizia: “Este Método é amor”.
Quem quiser saber mais sobre o Método de Ovulação Billings, pode nos contactar:
CENPLAFAM – WOOMB BRASIL (SEDE NACIONAL)
Av. Bernardino de Campos, 110 cj. 12 – São Paulo/SP – Cep: 04004-040
E-mail: (0xx11) 3889-8800
Website: www.cenplafam.com
Facebook: https://www.facebook.com/pages/CENPLAFAM-WOOMB-Brasil/136030053139242?fref=ts
Twitter: @CENPLAFAMWOOMBBRASIL
[i] http://www.cenplafam.com/portal/irma-martha-silvia-bhering-uma-historia-de-amor/
[ii] http://www.thebillingsovulationmethod.org/how-effective-is-the-billings-ovulation-method%E2%84%A2/effectiveness-in-preventing-pregnancy.html
[iii] http://www.thebillingsovulationmethod.org/how-effective-is-the-billings-ovulation-method%E2%84%A2/success-in-achieving-pregnancy.html
[iv] http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p3s2cap2_2196-2557_po.html
[v] http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/family/documents/rc_pc_family_doc_12021997_vademecum_po.html

João XXIII e João Paulo II influenciaram profundamente a América Latina



Embaixadores junto à Santa Sé apresentaram as mudanças que esses papas fizeram no Continente da Esperança

Roma,  (Zenit.orgSergio Mora 

Os pontificados de João Paulo II e João XXIII e sua relação com a América Latina, tem sido o tema de um café da manhã – reunião desta terça-feira 15 de abril em Roma. Participaram embaixadores e jornalistas de vários países latino-americanos. Estavam na mesa três embaixadores junto à Santa Sé, o do Brasil,  Fontes Pinto; o do México, M. Palacios; e o de Guatemala, Alfonso Roberto Mata Fahsen. O evento foi organizado pela Fundação de Promoção Social da Cultura (www. Fundacionfpsc.org ), a Agência Mediatrends Prestomedia, um observatório independente que estuda as tendências da informação internacional.
O embaixador do México destacou a mudança nas relações entre a Igreja e o Estado durante o pontificado de João Paulo II e sua viagem ao México, detalhando os precedentes liberais e anti-católicos de governos que desde o início do século XIX produziram uma perseguição à Igreja com a guerra dos cristeros, a proibição da educação religiosa a trabalhadores e camponeses e com um projeto socialista para repartir a terra.
A primeira das cinco viagens de João Paulo II ao México, em janeiro de 1979, causou uma mobilização impressionante, disse. Visitou todas as grandes metrópoles do país e se declarou um fervoroso guadalupano. O embaixador azteca recordou que já em 1992, foram negociadas reformas constitucionais e chegou-se a uma acordo com plenas relações diplomáticas com a Santa Sé e a reforma do status da Igreja particular. Esclareceu, entretanto, que ainda hoje há outras questões em aberto, como o aborto ou uniões de pessoas do mesmo sexo.
Um detalhe interessante que acrescentou é que os 35 milhões de mexicanos que veneraram as relíquias do Papa Polonês, estimularam a visita de Bento XVI. Concluiu afirmando que mantêm João Paulo II fresco na memória, mais do que João XXIII, embora reconhecendo a sua importância. Lembrou também a grande quantidade de processos de canonização de mártires cristeros que foram abertos desde então e que a canonização da madre Maria Guadalupe parece quase uma exceção no santoral do país onde de 8 a cada 10 são homens e mártires.
O embaixador da Guatemala junto à Santa Sé, Alfonso Roberto Mata Fahsen, depois de lembrar que João Paulo II visitou o país em três ocasiões, destacou que a primeira foi em 1983, quando Guatemala estava terminando um conflito armado interno que durou quase 30 anos, com uma ditadura no governo, com uma situação muito difícil. Recordou que o pedido de clemência do Papa evitou a execução de um grupo de guerrilheiros condenados. Sua mensagem era ser portador de paz e de harmonia e não a caso “as negociações começaram poucos anos depois, quase desconhecidas, porque a portas fechadas, às quais participei”, disse.
Em 1996, a segunda visita foi marcada pelo encontro com a juventude, que favoreceu a ideia das jornadas mundiais. E a terceira já com o governo democrático, o Papa realizou a visita ao Santuário de Estipulas, onde depois aconteceram as reuniões de pacificação. E foi embora dizendo: “levo Guatemala no coração”.
O embaixador brasileiro Fontes Pinto, por sua vez, disse que a situação da história da Igreja no Brasil foi o oposto da situação no México, porque em seu país, a Igreja sempre esteve muito próxima do Estado. Percorreu desde o império à independência e posteriormente ao nascimento da república, chegando a João XXIII.
O diplomata lembrou, no início da década de 60, as grandes discussões existentes, com dom Helder Camara, o Vaticano II, a teologia da libertação e as grandes perguntas da população sobre o futuro da Igreja.
Depois com Paulo VI, as discussões sobre a teologia da libertação, mas com João Paulo II também estão as suas viagens: em 1980, 1991 e 1993. A do 80 com mais de 15 dias pelo país. O embaixador concluiu que João Paulo II deixou um sentido de grande unidade e comunhão. E símbolo disso é que uma Igreja composta por homens tão diferentes, hoje tem uma Conferência Episcopal mais unida e que as palavras do Papa polonês aos bispos brasileiros ainda são um ponto de união entre eles.
Vários embaixadores presentes indicaram a relação desses dois papas com os seus respectivos países, o da Argentina, Juan Pablo Cafiero recordou a paz alcançada por João Paulo II quando os militares de ambos os países no poder queriam fazer uma guerra por questões fronteiriças, mudando a história da América do Sul. O do Peru, Juan Carlos Gamarra Skeels, da grande recepção dada ao Santo Padre e do fervor despertado na população.
O embaixador na Venezuela, Germán José Mundarain Hernández, destacou o papel de João XXIII com o tema das encíclicas, e que a visita de João Paulo II foi muito marcada pelo tema musical e uma visita que foi uma contribuição muito grande à calma e reconciliação, disse.
O embaixador do Uruguai junto à Santa Sé, Daniel Ramada Pendibene no entanto, indicou que a figura de João XXIII, em um país marcado pelo laicismo como o seu, ocasionou uma mudança mais profunda do que a de João Paulo II do qual, entretanto, a memória é mais viva porque mais recente, devido às suas encíclicas e aos ensinamentos do Concílio Vaticano II, que tirou a Igreja do centro e a colocou como servidora dando-lhe assim o devido protagonismo.
Os embaixadores de Honduras, Carlos Ávila Molina, e de Costa Rica, Fernando Sánchez Campos, recordaram o papel de João Paulo II no contexto dos anos 80 na América Central. E o embaixador da Costa Rica acrescentou que o Papa convidou-os para sair da sua posição isolada a fim de interessar-se como mediador de paz dos outros países da região.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Histórias de dois papas santos

João XXIII e João Paulo II serão canonizados no dia 27 de abril na Praça de São Pedro
Por Redacao

MADRI, 23 de Abril de 2014 (Zenit.org) - Muitas são as histórias relatadas sobre a vida de João XXIII que demostram o seu singelo e espontâneo senso de humor. Contam que, na sua primeira noite como pontífice, ele pediu ao cardeal Nasalli que ficasse para jantar com ele. Mas o purpurado lhe respondeu que era costume que os papas comessem sozinhos. O recém-eleito respondeu: "Mas nem sequer como papa vão me deixar fazer o que me der na telha?". O cardeal, aceitando então o convite, perguntou: "Santidade, posso trazer champanhe?". João XXIII respondeu: "Pode sim, por favor, mas não me chame de Santidade, porque cada vez que você faz isso parece que está brincando comigo!".
Conta-se também que o seu primeiro gesto, horas depois de ser eleito como Sucessor de Pedro, foi aumentar o salário dos carregadores da cadeira papal, que era usada até aquela época: "Eu peso quase cem quilos a mais que Pio XII", brincou João XXIII. Ele mesmo aboliria, pouco depois, esse antigo uso da cadeira papal.
O Papa Bom tinha sido sargento sanitário durante a Primeira Guerra Mundial e, com bom humor, recordava esse fato aos mais pomposos. Um dia, um capitão da Gendarmaria Vaticana se ajoelhou aos seus pés e João XXIII lhe disse: "Mas levante-se, homem! Você é um capitão e eu sou só um sargento!".
No começo do seu pontificado, João XXIII teve que posar para os fotógrafos para tirar as fotos oficiais como novo pontífice.. Em certa ocasião, imediatamente depois de posar diante das câmaras, ele recebeu em audiência o famoso monsenhor Fulton Sheen, que era um bispo muito conhecido nos Estados Unidos porque pregava na televisão. Ao saudá-lo, o pontífice lhe disse com toda a simplicidade: "Veja só. Deus nosso Senhor já sabia muito bem, há setenta e sete anos, que eu iria ser eleito papa. Será que Ele não podia ter me feito mais fotogênico?".
De João Paulo II também há uma grande quantidade de relatos que refletem uma personalidade singelamente humana. No dia do início do conclave que resultaria na sua eleição, o carro que levava o futuro papa João Paulo II sofreu uma pane. O cardeal Wojtyla então pediu carona e um caminhoneiro o levou diretamente à Praça de São Pedro. Ele chegou tão apertado de tempo que quase não pôde participar do conclave. De fato, Wojtyla foi o último purpurado a entrar na Capela Sistina.
Certo dia, recém-chegado do hospital Gemelli, onde tinha sido operado por causa de uma ruptura de fêmur, o pontífice polonês recebeu um bispo, que se entreteve elogiando o bom aspecto físico que o papa apresentava. "Sabe o que lhe digo, Santidade? O hospital lhe fez muito bem. Está inclusive melhor do que antes de entrar no Gemelli". O papa o olhou fixamente, com ar de quem ia fazer uma piada, e respondeu: "Pois então, meu caro, por que você não se interna lá também?".

terça-feira, 22 de abril de 2014

O exemplo da Suécia, um país totalmente contaminado pela ideologia de gênero



Convém olhar para o exemplo sueco antes de se votar a reintrodução da ideologia de gênero no PNE. É a própria família brasileira que está em perigo.
Por Redacao

BRASíLIA, 22 de Abril de 2014 (Zenit.org) -
O Projeto de Lei 8035/2010, que aprova o Plano Nacional de Educação (PNE) para o decênio 2011-2020, trazia termos próprios da ideologia de gênero: “igualdade de gênero e de orientação sexual”, “preconceito e discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero”. O Senado Federal, porém, em dezembro de 2013, aprovou um substitutivo (PLC 103/2012) que eliminou toda essa linguagem ideológica. De volta à Câmara, o projeto agora enfrenta a fúria dos deputados do PT e seus aliados, que pretendem reintroduzir o “gênero” no PNE, a fim de dar uma base legal à ideologia que o governo já vem ensinando nas escolas. O relator Angelo Vanhoni (PT/PR) emitiu em 09/04/2014 um parecer pela rejeição do inciso III do artigo 2º do Substitutivo do Senado Federal (sem “gênero”) e pelo retorno, em seu lugar, do inciso III do artigo 2º do texto da Câmara dos Deputados (com “gênero”).
Nem todos compreendem a importância e a extensão do problema. A vitória da ideologia de gênero significaria a permissão de toda perversão sexual (incluindo o incesto e a pedofilia), a incriminação de qualquer oposição ao homossexualismo (crime de “homofobia”), a perda do controle dos pais sobre a educação dos filhos, a extinção da família e a transformação da sociedade em uma massa informe, apta a ser dominada por regimes totalitários.
Alguns Bispos já alertaram a população para o perigo: Dom Orani Tempesta, Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)[1], Dom Antonio Carlos Rossi Keller, Bispo de Frederico Westphalen (RS), Dom Antônio Fernando Saburido, Arcebispo de Olinda e Recife (PE), Dom Paulo Mendes Peixoto, Arcebispo de Uberaba (MG), Dom José Benedito Simão, Bispo de Assis (SP) e Dom Fernando Rifan, Bispo da Administração Apostólica São João Maria Vianey.
Se quisermos, porém, ver o que é um país dominado pela ideologia de gênero, basta olharmos para a Suécia.
Pais isolados das crianças
Os dados a seguir foram extraídos de uma entrevista feita em 2011 pelo portal LifeSiteNews a Jonas Himmelstrand[2], um experiente educador sueco, autor do livro “Seguindo seu coração: na utopia social da Suécia[3], publicado em 2007 e ainda pendente de tradução.
Na Suécia, as crianças de um ano de idade são enviadas para as creches subsidiadas pelo Estado, onde permanecem desde a manhã até o entardecer. Enquanto isso, os pais ficam trabalhando fora do lar (a fim de arcarem com os elevados impostos cobrados), inclusive a mãe, pois a ideologia de gênero impede a mulher de ficar “trancada em casa e no fogão”, conforme uma expressão sueca. Num país de aproximadamente 100.000 nascimentos anuais, as estatísticas mostram que das crianças suecas entre 18 meses e 5 anos de idade, 92% estão nas creches.
Você não é forçado a fazer isso… propaganda é uma palavra forte”, diz Himmelstrand, “mas as informações sobre os benefícios das creches” vindas dos meios de comunicação e outras fontes “fazem os pais que mantêm seus filhos em casa até os 3 ou 4 anos de idade se sentirem socialmente marginalizados”.
Segundo Himmelstrand, “o problema central do modelo sueco é que ele está financeiramente e culturalmente obrigando os pais e as mães a deixar nas creches seus filhos a partir da idade de um ano, quer eles achem que isso é certo ou não”.
Crianças massificadas nas escolas
O currículo nacional da Suécia procura combater os “estereótipos” de gênero, ou seja, os “papéis” atribuídos pela sociedade a cada sexo. A escola “Egalia”[4], do distrito de Sodermalm, em Estocolmo, evita o uso dos pronomes “ele” (han) ou “ela” (hon) quando se dirige aos mais de trinta meninos e meninas que lá estudam, com idade de um a seis anos. Em vez disso, usa-se a palavra sexualmente neutra “hen”, um termo inventado que não existe em sueco, mas que é amplamente usado por feministas e homossexuais. A escola contratou um “pedagogo de gênero” para ajudar os professores a removerem todas as referências masculinas ou femininas na linguagem e no comportamento. Os blocos Lego e outros brinquedos de montar são mantidos próximos aos brinquedos de cozinha, a fim de evitar que seja dada qualquer preferência a um “papel” sexual. Os tradicionais livros infantis são substituídos por outros que tratam de duplas homossexuais, mães solteiras, crianças adotadas e ensinam “novas maneiras de brincar”. Jenny Johnsson, uma professora da escola, afirma: “a sociedade espera que as meninas sejam femininas, delicadas e bonitas e que os meninos sejam masculinos, duros e expansivos. Egalia lhes dá uma oportunidade fantástica para que eles sejam qualquer coisa que queiram ser”.
“Educação sexual”
Nas creches e escolas, totalmente fora do controle dos pais, as crianças são submetidas a uma “educação sexual”.. Johan Lundell, secretário geral do grupo sueco pró-vida “Ja till Livet” (Sim à vida) explica que se ensina às crianças que tudo que lhes traz prazer é válido[5]. Os professores são orientados a perguntar aos alunos: “o que te excita?”.. Segundo Lundell, o homossexualismo foi tão amplamente aceito pelos suecos, que “nos livros de educação sexual, eles não falam em alguém ser heterossexual ou homossexual. Tais coisas não existem, pois para eles todos são bissexuais; é apenas uma questão de escolha”.
Lundell cita uma cartilha publicada por associações homossexuais e impressa com o auxílio financeiro do Estado: “Eles escrevem de maneira positiva sobre todos os tipos de sexualidade, qualquer tipo, mesmo os mais depravados atos sexuais, e essa cartilha entra em todas as escolas”.
Perseguição estatal
Na esteira da ideologia de gênero, a Suécia aprovou uma lei de “crimes de ódio” que proíbe críticas à conduta homossexual. Em julho de 2004, o pastor pentecostal Ake Green foi condenado a um mês de prisão por ter feito um sermão qualificando o homossexualismo como “um tumor canceroso anormal e horrível no corpo da sociedade[6].
Os pais são proibidos de aplicar qualquer castigo físico aos filhos, mesmo os mais moderados. Em 30 de novembro de 2010, um tribunal de um distrito da Suécia condenou um casal a nove meses de prisão e ao pagamento de uma multa equivalente a R$ 23.800,00. O motivo foi que os pais admitiram que batiam em três de seus quatro filhos como parte normal de seus métodos de educação. Embora os documentos apresentados não relatassem nenhum tipo de abuso e o próprio tribunal admitisse que os pais “tinham um relacionamento de amor e cuidado com seus filhos”, as crianças foram afastadas da família e enviadas para um orfanato estatal[7].
Em junho de 2009, o governo sueco tomou do casal Christer e Annie Johansson o seu filho Dominic Johansson, depois que a família embarcou em um avião para se mudar para o país de origem de Annie, a Índia. O motivo alegado é que o casal, em vez de enviar seu filho para as escolas estatais, havia resolvido educá-lo em casa, uma prática conhecida como “home scholling” (escola em casa), amplamente praticada nos Estados Unidos e outros países, com excelentes resultados pedagógicos. As autoridades suecas, porém, decidiram remover permanentemente Dominic de seus pais, alegando que o ensino domiciliar não é um meio apropriado para educar uma criança[8].
Aborto
Entre 2000 e 2010, quando o resto da Europa estava dando sinais de uma redução da taxa anual de abortos, o governo sueco divulgou que a taxa tinha aumentado de 30.980 para 37.693. A proporção de abortos repetitivos cresceu de 38,1% para 40,4%. – o mais alto nível já atingido – enquanto o número de mulheres que tinha ao menos quatro abortos prévios cresceu de 521 para aproximadamente 750. A Suécia é o único país da Europa em que o aborto é permitido por simples pedido da gestante até 18 semanas de gestação. Menores de idade podem fazer aborto sem o consentimento dos pais e os médicos não têm direito à objeção de consciência[9].
Decadência social
Segundo Himmelstrand, tudo na Suécia dá sinais de decadência: adultos com problemas de saúde relacionados com “stress”, jovens com declínio na saúde psicológica e nos resultados escolares, grande número de pessoas com licença médica e a incapacidade dos pais de se conectarem com seus filhos[10].
Para Lundell, a Suécia quis criar um “socialismo de famílias” por meio de uma “engenharia social”[11]. Os frutos são patentes: casamentos em baixa, divórcios em alta, a família assediada e oprimida pelo totalitarismo estatal.
Convém olhar para o exemplo sueco antes de se votar a reintrodução da ideologia de gênero no PNE. É a própria família brasileira que está em perigo.
Ligue para o Disque Câmara 0800 619 619 – Tecle “9”
Desejo enviar uma mensagem aos membros da Comissão que votará o Plano Nacional de Educação (PL 8035/2010).
Solicito a Vossa Excelência que vote pela rejeição do parecer do relator e pelo retorno ao substitutivo do Senado, que elimina do texto a ideologia de gênero. A família brasileira agradece.
Anápolis, 21 de abril de 2014
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
Fonte: www.providaanapolis.org.br]
[1] Reflexões sobre a ‘ideologia de gênero’, 25 mar. 2014, em http://arqrio.org/formacao/detalhes/386/reflexoes-sobre-a-ideologia-de-genero.
[2] http://www.lifesitenews.com/news/sweden-a-warning-against-overzealous-state-family-policies/
[3] http://www.jhmentor.com/eng_follow_heart.html
[4] http://www..lifesitenews.com/news/gender-madness-swedish-pre-school-bans-him-and-her
[5] http://www.zenit.org/en/articles/secularism-in-sweden
[6] http://www.lifesitenews.com/news/archive//ldn/2004/jul/04070505
[7] http://www.lifesitenews.com/news/swedish-parents-jailed-for-spanking-children-seized/
[8] http://www.lifesitenews.com/news/archive//ldn/2009/dec/09122304
[9] http://www.zenit.org/en/articles/secularism-in-sweden
[10] http://www.lifesitenews.com/news/sweden-a-warning-against-overzealous-state-family-policies/

[11] http://www.zenit.org/en/articles/secularism-in-sweden

Os discípulos de Emaús

Irmãos e Irmãs! Tendo celebrado a morte e ressurreição de Jesus Cristo e, conseqüentemente, sua atualização na vida da Igreja, continuamos a viver a alegria deste mistério, no Tempo pascal, tendo a Palavra de Deus como luz no caminho (Sl 119, 105) e forma de presença de um Deus vivo que dialoga conosco e nos estimula para o anúncio do Ressuscitado. Neste sentido, afirma o Papa Francisco: “é indispensável que a Palavra de Deus se torne cada vez mais o coração de toda a atividade eclesial...” (EG 174). A liturgia é o lugar privilegiado desse encontro com a Palavra de Deus. Diz Bento XVI no documento Verbum Domini: “A Liturgia constitui, efetivamente, o âmbito privilegiado onde Deus nos
 fala no momento presente da nossa vida: fala hoje ao seu povo, que escuta e responde... O próprio Cristo ‘está presente na sua palavra, pois é Ele que fala ao ser lida na Igreja a Sagrada Escritura’... A Palavra de Deus permanece viva e eficaz... É acompanhada pela ação íntima do Espírito Santo que a torna operante no coração dos fiéis”. Na liturgia a Palavra de Deus é celebrada como palavra atual e viva. Ela tem caráter performativo (dabar): “Palavra que realiza aquilo que diz” (VD 52-53).
Durante as primeiras semanas de Páscoa a liturgia da Palavra nos apresenta, nas celebrações eucarísticas, os evangelhos que narram o fato da ressurreição e as diversas aparições do Ressuscitado. Uma das passagens pascais mais catequéticas é a dos Discípulos de Emaús (Lc 1-35), texto bíblico inspirador, na nossa diocese, para o tema da Iniciação à Vida Cristã, como processo de inspiração catecumenal, em 2014, que objetiva conduzir os candidatos ao encontro da pessoa de Jesus Cristo e a inserção na comunidade cristã. No Evangelho citado aparecem diversos “lugares de encontro” com Jesus (Cf. DAp 246ss.). Primeiramente, os discípulos voltam de Jerusalém, desiludidos com a paixão e a morte do Senhor, conversando sobre as coisas que aí tinham acontecido: “Nós esperávamos que fosse ele quem libertaria Israel... Então ele lhes disse: ‘como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! Não era necessário que o Cristo sofresse tudo isso para entrar na sua glória?’” (Lc 24, 21.25-26). Jesus se faz presente nos fatos da vida. Ele caminha junto com os discípulos e os faz refletir. Outro “lugar de encontro” com o Senhor acontece na Sagrada Escritura: “Começando por Moisés e passando por todos os Profetas, explicou-lhes, em todas as Escrituras, as passagens que se referiam a ele”. Depois os discípulos dizem um ao outro: “Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?” (Lc 24, 27 e 32). Um terceiro “lugar de encontro” realiza-se no partir do pão: “Depois que se sentou à mesa com eles, tomou o pão, pronunciou a bênção, partiu-o e deu a eles. Neste momento, seus olhos se abriram, e eles o reconheceram” (Lc 24, 30-31). E, finalmente, Ele se faz presente na comunidade e na missão: “Naquela mesma hora, levantaram-se e voltaram para Jerusalém, onde encontraram reunidos os Onze e os outros discípulos... Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como o tinham reconhecido ao partir do pão. Ainda estavam falando, quando o próprio Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: ‘A paz esteja convosco!’” (Lc 24, 33. 35-36).
Este evangelho é realmente maravilhoso para a Iniciação à Vida Cristã, pois nele os catequizandos podem perceber diversas formas, maneiras, lugares, realidades em que o Senhor Ressuscitado continua conosco e pode ser encontrado: nos fatos da vida, na Sagrada Escritura, na eucaristia, na comunidade e na missão. Ele nos acompanha e se deixa encontrar; quer entrar em comunhão conosco para transmitir-nos sua vida divina.

Dom Aloísio A. Dilli –
 Bispo de Uruguaiana
a

domingo, 20 de abril de 2014

Sacerdócio não é profissão, diz Papa a seminaristas






papa seminaristas
Os seminaristas não estão se preparando para uma profissão, para se tornarem funcionários de uma empresa ou de um organismo burocrático. Essas foram palavras do Papa Francisco à comunidade do Pontifício Colégio Leonino de Anagni, recebida nesta segunda-feira, 14, no Vaticano.
Os seminaristas foram a pé para a audiência com o Pontífice, percorrendo 72 km. “Vocês são corajosos!”, disse-lhes o Papa. “Esta peregrinação é um símbolo muito belo de seu caminho de formação, a ser percorrido com entusiasmo e perseverança no amor de Cristo e na comunhão fraterna”.
O Pontífice recordou a missão de todo seminário, que é propor aos candidatos ao sacerdócio uma experiência capaz de transformar seus projetos vocacionais em fecunda realidade apostólica.
“Vocês, queridos seminaristas, não estão se preparando para uma profissão, para se tornarem funcionários de uma empresa ou de um organismo burocrático. E existem muitos assim, e isso não faz bem à Igreja. Estejam atentos a não cair nisso! Vocês estão se tornando pastores à imagem de Jesus Bom Pastor”.
Tornar-se “bons pastores” à imagem de Jesus é algo muito grande, e nós somos muito pequenos, disse o Papa. “Sim, é verdade, é muito grande, mas não é obra nossa! É obra do Espírito Santo com a nossa colaboração. Trata-se de oferecer, humildemente, a si mesmo como barro a plasmar, para que o artesão, que é Deus, trabalhe com água e fogo, com a Palavra e o Espírito”.
O Papa explicou que quem não estiver disposto a seguir este caminho precisa ter a coragem de buscar outras vias, uma vez que há vários modos de dar testemunho cristão. “Muitos caminhos nos levam, inclusive, à santidade. No seguimento ministerial de Jesus Cristo, não há lugar para a mediocridade, a qual nos conduz sempre a usar o santo povo de Deus em benefício próprio”.
Ele destacou ainda que o seminário não é refúgio para limitações, carências psicológicas e nem falta de coragem. “Se fosse isso, o seminário seria uma hipoteca para a Igreja”.
O Pontifício Colégio Leonino de Anagni foi criado pelo Papa Leão XIII em 1897. Atualmente, recebe os seminaristas da região sul do Lácio e das dioceses suburbicárias, sob a direção do clero diocesano.
VIA INTERNET

MENSAGEM DE PÁSCOA DO PAPA FRANCISCO




Mensagem de Páscoa e Bênção Urbi et Orbi
Papa Francisco no Balcão Central da Basílica de São Pedro
Domingo, 20 de abril de 2014
Boletim da Santa Sé
«Christus surrexit, venite et videte».
Amados irmãos e irmãs, boa Páscoa!
Ressoa na Igreja espalhada por todo o mundo o anúncio do anjo às mulheres: «Não tenhais medo. Sei que buscais Jesus, o crucificado; não está aqui, pois ressuscitou (…). Vinde, vede o lugar onde jazia» (Mt 28,5-6).
Este é o ponto culminante do Evangelho, é a Boa Nova por excelência: Jesus, o crucificado, ressuscitou!Este acontecimento está na base da nossa fé e da nossa esperança: se Cristo não tivesse ressuscitado, o cristianismo perderia o seu valor; toda a missão da Igreja via esgotar-se o seu ímpeto, porque dali partiu e sempre parte de novo. A mensagem que os cristãos levam ao mundo é esta: Jesus, o Amor encarnado, morreu na cruz pelos nossos pecados, mas Deus Pai ressuscitou-O e fê-Lo Senhor da vida e da morte. Em Jesus, o Amor triunfou sobre o ódio, a misericórdia sobre o pecado, o bem sobre o mal, a verdade sobre a mentira, a vida sobre a morte.
Por isso, nós dizemos a todos: «Vinde e vede». Em cada situação humana, marcada pela fragilidade, o pecado e a morte, a Boa Nova não é apenas uma palavra, mas é um testemunho de amor gratuito e fiel:é sair de si mesmo para ir ao encontro do outro, é permanecer junto de quem a vida feriu, é partilhar com quem não tem o necessário, é ficar ao lado de quem está doente,é idoso ou excluído… «Vinde e vede»: o Amor é mais forte, o Amor dá vida, o Amor faz florescera esperança no deserto.
Com esta jubilosa certeza no coração, hoje voltamo-nos para Vós, Senhor ressuscitado!
Ajudai-nos a procurar-Vos para que todos possamos encontrar-Vos, saber que temos um Pai e não nos sentimos órfãos; que podemos amar-Vos e adorar-Vos.
Ajudai-nos a vencer a chaga da fome, agravada pelos conflitos e por um desperdício imenso de que muitas vezes somos cúmplices.
Tornai-nos capazes de proteger os indefesos??, sobretudo as crianças, as mulheres e os idosos, por vezes objeto de exploração e de abandono.
Fazei que possamos cuidar dos irmãos atingidos pela epidemia de ébola na Guiné Conacri, Serra Leoa e Libéria, e daqueles que são afetados por tantas outras doenças, que se difundem também pela negligência e a pobreza extrema.
Consolai quantos hoje não podem celebrar a Páscoa com os seus entes queridos porque foram arrancados injustamente dos seus carinhos, como as numerosas pessoas, sacerdotes e leigos, que foram sequestradas em diferentes partes do mundo.
Confortai aqueles que deixaram as suas terras e migrando para lugares onde possam esperar um futuro melhor, viver a própria vida com dignidade e, não raro, professar livremente a sua fé.
Pedimo-Vos, Jesus glorioso, que façais cessar toda a guerra, toda a hostilidade grande ou pequena, antiga ou recente!
Suplicamo-Vos, em particular, pela Síria, para que quantos sofrem as consequências do conflito possam receber a ajuda humanitária necessária e as partes em causa cessem de usar a força para semear morte, sobretudo contra a população inerme, mas tenham a audácia de negociar a paz, há tanto tempo esperada.
Pedimo-Vos que conforteis as vítimas das violências fratricidas no Iraque e sustenteis as esperanças suscitadas pela retomada das negociações entre israelitas e palestinianos.
Imploramo-Vos que se ponha fim aos combates na República Centro-Africana e que cessem os hediondos ataques terroristas em algumas zonas da Nigéria e as violências no Sudão do Sul.
Pedimos-Vos que os ânimos se inclinem para a reconciliação e a concórdia fraterna na Venezuela.
Pela vossa Ressurreição, que este ano celebramos juntamente com as Igrejas que seguem o calendário juliano, vos pedimos que ilumine e inspire as iniciativas de pacificação na Ucrânia, para que todas as partes interessadas, apoiadas pela Comunidade internacional, possam empreender todo esforço para impedir a violência e construir, num espírito de unidade e diálogo, o futuro do País.
Pedimo-Vos, Senhor, por todos os povos da terra:Vós que vencestes a morte, dai-nos a vossa vida, dai-nos a vossa paz!